Irmãozinho ou cachorrinho?

A Isabela sempre pediu um irmãozinho ou um cachorrinho. Ela dizia que queria mais alguém na família, uma companhia para brincar. Depois de pensar e pesquisar muito, meus pais deram a ela um cachorrinho. Ninguém nem cogitou a ideia do irmãozinho.

No dia do aniversário dela, eu e meu pai a pegamos na escola e demos o cachorro assim que ela entrou no carro. Demorou um tempo para ela acreditar no que estava acontecendo. O cachorrinho entrou em cena, foi uma surpresa e ela ficou muito feliz.

Só que junto com o cachorro vêm a obrigação de cuidar, alimentar, higienizar e ensinar tudo. Ela decidiu por dar o nome de Pipoca e ele dá muito trabalho. Mas, como combinado não se volta atrás, a Isabela está se saindo uma ótima dona. Reclama, mas faz tudo. Cuida, alimenta, limpa a sujeira que ele faz fora de lugar, dá carinho e amor.

O Pipoca têm certeza que ganhou uma criança só para ele, e isso tem um preço. Ele não deixa a Isabela brincar com nada. Se ela pega o celular, ele arranca da mão dela, coloca no chão e sobe no colo demonstrando que ali é dele. Quando ela quer brincar com brinquedos, o Pipoca fica para o lado de fora do quarto, se não ele quer comer tudo o que ela encosta.

Ter um filhotinho tão pequenininho em casa me fez lembrar como é parecido o cuidado do cachorro e com o cuidado do bebê. Ter que ensinar o Pipoca a fazer xixi no lugar certo, me lembrou muito o desfralde. Parabenizar quando acerta, surtar quando está fazendo errado para correr para o lugar certo, ver que às vezes o xixi escapa porque a brincadeira estava muito divertida para ser interrompida, e que às vezes é só um desafio mesmo.

Fora que o Pipoca também acordava nas primeiras noites, chorava, queria colo, estava assustado. Isso fez com que ele fosse despachado do quarto da Isabela para o meu. Ele também não me deixa ir ao banheiro. Cada vez que eu entro no banheiro, ou ele entra junto ou fica chorando do lado de fora. Toda mãe sabe que, não importa a idade do filho, sempre que fechamos a porta do banheiro eles estão lá, nos chamando, eles precisam falar com a gente urgente.

Por ela ser filha única, estou achando maravilhosa a ideia do cachorrinho. Agora a Isabela tem uma companhia. Eles brincam, correm, dão risada e tiram sonecas juntos. Cada vez que se encontram pela casa é uma festa, um corre para abraçar o outro. Durante o tempo que ela está na escola, ele confere várias vezes o quarto dela, para ver se ela já apareceu por lá. Os dois brincam e brigam como irmãos, e eu dou bronca, ensino, educo e brinco como mãe.

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