Filhos que assustam

Semana passada a Paola, Mãe Pirada, postou na sua página uma situação que dá muito medo. Quando nossos filhos dizem coisas obscuras e que parecem ser premonitórias. A página dela é cheia de posts divertidos e esse foi mais um deles. Os comentários das mães nos deixaram morrendo de medo dos nossos filhos.

Sem títuloQuando li o post dela, lembrei de alguns sustos que a Isabela me deu. O primeiro que me veio à cabeça foi o mais amedrontador. Morava só eu e ela no meu apartamento. Ela já estava dormindo e eu tive a péssima ideia de assistir filme de terror de madrugada. O apartamento todo escuro, em silêncio e eu lá morrendo de medo do filme. A Isabela, aos 5 anos, acordou e ficou deitadinha no meu colo enquanto eu via o filme. Ela dormindo e eu permaneci imóvel, morrendo de medo. Acabado o filme, desliguei a TV e fomos no escuro para o quarto. Ela ainda dormia no meu colo. De repente, ela abre os olhos, aponta para um canto da sala e fala:

– Mamãe, por que aquele menino está desmaiado ali?

Eu falei para ela apenas “dorme que você está sonhando”, sem olhar para onde ela apontou, desviei do quarto dela e voltei para o meu quarto, com ela. Eu que não ia dormir sozinha!

Depois que escrevi essa história nos comentário do post, me recordei de mais um monte de situações que quase morri de medo. Eu era muito medrosa, hoje não sou tanto, não com coisas obscuras. Mas eu dormia com os pés cobertos, já que puxar os pés é um clássico dos espíritos nos filmes. Eu tinha certeza de que nenhum puxador de pés os encontraria.

Certa madrugada, ainda quando morávamos só nós duas, estou dormindo quando de repente sinto uma mãozinha mexer nos meus pés e fazer cosquinhas. Eu dei um pulo na cama e dei de cara com uma sombra bem pequenininha. Só não infartei porque quando pulei ela disse “oi mamãe”. Eu implorei para ela nunca mais me acordar pelo pé.

Mas os sustos não acabaram e nem começaram por aí. Já acordei com a porta do quarto abrindo sozinha. Fez até o rangido clássico de porta que abre sozinha (na minha cabeça, porque aquela porta não rangia). Depois da porta abrir sozinha, ela entrou no quarto. Não sei porque ela primeiro empurrou a porta e depois entrou, mas pedi a ela que sempre abra a porta entrando de vez para eu ver quem é.

Além desses sustos, já recebi inúmeras cartinhas falando sobre quando eu morrer e ela continuar viva. Mas o pior é que eu minto, e muito! Ela pergunta sobre ladrões entraram na casa e coisas do tipo, e eu sempre falo que estamos muito seguras. Falo isso quando travamos a porta do carro também. Lógico que esse é um perigo real e faz todo sentido ter medo, mas eu tento evitar que vire um pânico.

Sobre fantasmas e coisas que possam assustar, como hoje eu não acredito mais nisso, eu falo que o barulho de fantasma é o vento que uiva, a madeira que estala, essas coisas. Aproveito para criar histórias sobre pessoas que viviam nos tempos antigos e achavam que essas coisas existiam por não saberem explicar os barulhos, ao mesmo tempo, dou explicações lógicas.

Mas toda essa racionalidade que eu tenho, some quando vejo filme de terror, tenho pesadelo ou ouço histórias macabras. Aqui em casa, não é só a filha que vai dormir com a mãe quando tem medo. Eu invado a cama dela e abraço bem apertado. O problema é que ela sempre me expulsa.

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