Dicas dos Especialista da Empresa Anil Sobre Finanças da Família

Conversei com a Cláudia P. Bergamini e o Alexandre Fonseca Costa, especialistas em finanças da empresa Anil Consultoria. Pedi aos dois que me ensinassem um pouco sobre como me organizar e planejar o que fazer com o rendimento e gastos da família. A conversa foi ótima, ganhei várias dicas para poder compartilhar aqui:

1.    Como fazer o planejamento:
É preciso se organizar para poder ter dinheiro no futuro. Cláudia diz que o ideal é se planejar e ir fazendo uma reserva durante toda a infância do filho. Por exemplo, se eu investir agora que minha filha tem 7 anos, R$ 200,00 por mês durante 11 anos, nós iremos acumular R$ 46.569,87 com um rendimento conservador de 10% aa . Se ela quiser fazer um intercâmbio, eu tenho uma maior tranquilidade financeira para ela ir.
Na impossibilidade de acumular este recurso ao longo do tempo e caso para a realização do sonho seja necessário levantar os recursos, existem alternativas de linhas de créditos para empréstimos, mais baratas que a Cláudia se propõe a ajudar a encontrar.

2.    Planejamento futuro para os riscos sociais:
Coisas que não pensamos e não queremos pensar. Por exemplo, com a morte dos pais, a renda familiar diminui. Para proteger os filhos e garantir que terão estudos de qualidade, o indicado é fazer um seguro de vida. Muitas pessoas pensam que não têm herança para deixar para os filhos, o seguro é uma forma de proteger o futuro financeiro deles.

Uma coisa inevitável é a velhice. Poucos se planejam para a aposentadoria e não pensam que ao se aposentar o salário irá reduzir. Para garantir que terá o mesmo padrão de vida é necessário se planejar. Ao programar quanto guardará por mês ou fazer seguro ou previdência, a pessoa consegue garantir um futuro de acordo com seu atual padrão de vida ou o padrão desejado.

3.    Viajar nas férias:
Vamos usar a viagem mais sonhada pela maioria das crianças, a Disney. Se o valor que gastará está acima de seu orçamento, o planejamento se dá de uma forma mais prática e curta. Primeiro passo é pesquisar quanto irá gastar nesse investimento. Visto o valor, é necessário saber o prazo para esse investimento, quando será a viagem e qual período é mais barato. Pesquisar liquidações e promoções de passagens aéreas e hotéis. A partir desses dados, sabendo que guardará dinheiro por um tempo para fazer esse passeio, programar em cima do valor que entra todo mês. Por fim, decidir onde é melhor guardar o dinheiro.

4.    Leve em conta as finanças pessoais:
Claudia me ensinou que, ao estipular uma meta, é necessário ver como o valor desta meta se encaixa no orçamento da família, ou seja, quanto precisará poupar para alcançar essa meta. Depois verificar se cabe esse planejamento no orçamento pessoal. Após todos os cálculos, verificar quanto se gasta no mês com saúde, moradia, vestuário, etc. Pode ser que depois de todos esses cálculos, a pessoa perceba que precisará de um prazo maior para atingir a meta.

5.    Educação sobre economia:
Para Cláudia falta ensinar economia para as crianças. Concordo com ela, crescemos sem saber como usar o dinheiro. As crianças não sabem o valor do dinheiro. Através de um exemplo simples, ela me ensinou uma lição que passei a usar no meu dia-a-dia como mãe. Ela disse que a criança quer comprar dois livrinhos que custam muito pouco. Geralmente os pais levam os dois – eu fazia isso, depois da conversa com a Claudia, não faço mais. Ela me disse que nesse caso, não estamos ensinando a escolher, que não é pelo valor, mas sim ensinar que precisa escolher quando vai usar o dinheiro.

A criança acha que o dinheiro está dentro do cartão. O meio de pagamento é uma coisa, ter dinheiro é outra. Contei a ela que fiz a troca com a Isabela dos lanches da cantina por um brinquedo do mesmo valor que ela gastaria o ano todo. Ela me disse que por mais que a ideia seja boa, o tempo que usei é muito longo e a criança não assimila com um período tão grande. Que o melhor seria mostrar o quanto gastaria no mês e o que dá para fazer com esse dinheiro. Um tempo menor, para ela sentir o que é esperar. Por exemplo, isso custa dois lanches, vai esperar o tempo de duas semanas. Assim terá a noção de quanto custa.

O erro de muitos pais é querer suprir a falta do tempo com coisas materiais. Nesse caso, se perderem o emprego com um salário alto, acabam gerando muitos problemas. A atenção não é substituída, fazer um passeio em um parque não gasta nada, leva um lanche de casa, e ainda tem a diversão de sentar e comer no piquenique. Outra coisa importante é ensinar aos filhos que não é toda vez que vai ao shopping que vai comprar algo. Tudo tem que ser planejado, não precisa evitar o passeio, mas planejar como será. Não dá para ir toda semana ao teatro e ao cinema.
Os pais precisam conscientizar seus filhos de que economizar e planejar é a melhor forma para o dinheiro não faltar. Se algum colega de escola tem mais que o seu filho, não precisa igualar materialmente as crianças. Alexandre nos dá um conselho muito sábio. Precisamos ensinar nossos filhos que ele está na escola para estudar, aprender e ter um futuro onde ele poderá conquistar tudo o que quiser. Os pais precisam trabalhar a autoestima da criança.

6.    Gasto total de um filho:
Quando perguntei sobre quanto se gasta com um filho, Cláudia e Alexandre riram e me disseram que essa é a conta que não se faz. Que o gasto com o filho é parte do orçamento familiar. Terá de pensar nas categorias de despesas da casa como lazer, alimentação, educação, vestuário, e todos os outros gastos que a família tem. Não tem sentido controlar as despesas por filho. Por isso, o melhor é pensar quanto a família gasta. Controlando através das categorias de despesas, poderemos traçar as metas da família por contas e por tipo de gasto. Assim poderemos determinar as prioridades, e ver no final do mês quanto foi para mercado, lazer e educação.
Com esse controle, é possível mexer, melhorar, e ver se consegue economizar, por exemplo, mudando o mercado que faz as compras do mês, ou se sobrou verba para acrescentar um curso. O ideal é fazer um controle para saber no que está sendo gasto o dinheiro para que se consiga gerenciar o orçamento da família. Se todo mês quiser gastar tudo o que entra, nunca será suficiente.

7.    Cartão de Crédito:
Cláudia também nos alerta para termos cuidado com a armadilha do cartão de crédito, fazer compras parcelando no cartão de crédito não tem nenhum problema. O problema ocorre quando pagamos o mínimo da fatura e prorrogamos o pagamento total ao longo do tempo. Tudo isso quando sabemos que os juros são abusivos, essa fatura nunca será zerada. Por isso é necessário um controle com o gasto do cartão de crédito afim de que se possa pagar a fatura integral no dia do vencimento.
O problema não é ter o cartão, é pagar ele em dia. Alexandre diz que se souber fazer as contas, o cartão será um aliado. O desafio é administrar um limite enorme para uma renda pequena.

Tem os casos de pessoas que entram no limite do cheque especial e quando entra o crédito do salário, o dinheiro não sobra para o mês, será todo para pagar o especial. Assim, fica-se zerado de dinheiro com um mês inteiro pela frente. Acaba usando o especial de novo. Por isso que é muito importante ter o controle, assim não cairá nessa armadilha de gastar mais do que pode.

8.    13º Salário:
Precisa se programar para usar de forma correta o 13º. Muitos não se atentam para o período de final de ano. Esse é o momento da família fazer rematrícula na escola, programar para comprar material escolar, para pagar IPVA e IPTU. Ao entrar o 13º alguns acham que está sobrando dinheiro e acabam gastando sem planejar. Poucos planejam para os gastos de fim de ano e impostos de começo de ano ou utilizam o salário para quitar dívidas. O certo é saber quanto desse valor deve ser guardado para as despesas de janeiro.

9.    Festa de aniversário:
Muitas famílias acabam fazendo todo ano a festa de aniversário com um gasto exorbitante. Existem alternativas econômicas. Dá para usar a criatividade, fazer em um parque, bosque, um piquenique, sem grandes gastos. As pessoas confundem o propósito e acham que o legal é esbanjar. Convidam pessoas que elas quase não têm afinidade apenas por considerarem isso educado. Parte do gasto da festa é calculado por convidado, estipule um número de convidados que caiba no orçamento. A festa é da criança, faça algo para crianças e não para os adultos. A preparação é legal, a criança curte participar, faça algo bacana que ela possa ajudar. Eu já escrevi sobre esse tema, sempre opto por fazer algo bem econômico e especial.

10.     Ferramenta para controlar os gastos:
Claudia indica o Organizze, (eu já baixei no meu Ipad assim que conversamos), é um sistema que na versão gratuita permite um bom controle das despesas e receitas, e na versão paga, pode-se fazer o controle do cartão de crédito, colocando as parcelas nos meses que será cobrada.

 

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Cláudia P. Bergamini

A Cláudia é responsável pela consultoria de finanças pessoais, coaching financeiro e também faz palestras em empresas e universidades. Através de quatro visitas semanais, ela ensina como trabalhar com as finanças e quais ferramentas e softwares que podem auxiliar nesse controle. Além disso, ela ensina sobre seguro e previdência privada, seguros para a família, como planejar gastos futuros como faculdade ou intercâmbio e qual a melhor forma para aquisição de novo imóvel.

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Alexandre Fonseca Costa.

A figura de um consultor em finanças ajuda a identificar o perfil do investidor, a entender a necessidade de cada um e indicar o produto financeiro que melhor se encaixa no planejamento, seja ele de curto ou longo prazo. Dentro das opções de investimento existem produtos comuns como CDB e fundos. Atualmente a poupança rende 6%aa, mas existem alternativas mais rentáveis como títulos públicos, produtos para planejamento de longo prazo ou LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letras de Crédito Imobiliário), produtos que até agora são isentos de imposto para curto e médio prazo.

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