Como cuidar do filho na multidão

Ano passado fomos passar a virada do ano no Guarujá, litoral de São Paulo. – só pra esclarecer, a foto não é de lá, foi fornecida por uma amiga, é de Sidney. Para quem não conhece, a cidade lota de tal forma que cada mergulho que você dá no mar surgem mais uns dez guarda-sol na areia. Brincadeiras à parte, de fato, quando você entra no mar é um cenário, quando você sai, já tem mais um monte de gente em volta de onde você deixou suas coisas. As pessoas se apertam ao máximo para caber todo mundo.

Lá tem um esquema bem interessante, se você pedir para os Salva-Vidas, ele coloca na criança uma pulseira com uma identificação, assim se ela se perder, todos sabem quem procurar. Esse ano eles setorizaram por cores a praia, para quem vive em local que recebe muitos turistas, a dica é muito boa e pode ser encontrada nesse link http://portal.guaruja.sp.gov.br/2015/12/projeto-nao-se-perca-de-mim-comeca-nesta-quarta-feira-30-nas-praias-de-guaruja.

Outra coisa curiosa que aconteceu lá, foi que uma das crianças, de 4 anos, que estava com a gente,  resolveu fazer amizade com duas senhoras. Na cabeça dela, ela não estava perdida, ela sabia onde os pais estavam, mas na hora que ela chegou para falar com as duas, no mesmo momento já perguntaram o nome completo da mãe para avisar por Facebook que ela estava ali. Mas a mãe já viu em seguida e foi buscá-la, não deu nem tempo de fazer amizade.

Pensando nisso, e eu já escrevi algo parecido sobre falar com estranhos, resolvi pesquisar dicas de segurança em locais com multidão. Primeira coisa, adultos, não se culpem, quando piscamos os pequenos já estão do outro lado da sala, imagina em uma praia, praça, ou outro local que tem muito espaço e muita gente.

Com a Isabela eu sempre converso antes, a primeira coisa que falo é que se sair de perto a gente vai embora porque tenho medo de perdê-la. E de fato, as poucas vezes que ela saiu, nós fomos embora. Só assim para ela entender que é sério. Eu não dou bronca quando vejo que a saída de perto foi sem querer, às vezes a criança se perde mesmo, é muito adulto, muita gente muito mais alta que ela.

Nessa conversa eu sempre combino com ela que se for sair de perto com outro adulto da família, por exemplo a avó e o avô. Ela tem que me avisar, porque mesmo sendo alguém de confiança, temos que ter bem certo quem está de olho na criança. Para não acontecer aquela situação de um achar que a criança está com o outro quando na verdade não está com ninguém.

Em locais que ela vai brincar, por exemplo na areia da praia, eu sempre mostro onde eu estou. Ela gosta de brincar com a areia que está molhada perto do mar, se eu não conseguir sentar por perto, eu mostro onde estou e fico o tempo inteiro olhando para ela. Já me chamaram de mãe neurótica por causa disso, porque as vezes a praia está vazia e eu estou em cima. Prefiro prevenir.

Depois da conversa, eu mostro um ponto de encontro. Algo grande, alto, chamativo e fixo. Nunca marque o carrinho do sorveteiro ou um guarda-sol colorido, essas coisas podem sair ou trocar de lugar. No Guarujá, como ficamos na praia de Pitangueiras, usamos como ponto de encontro o Shopping, mostrei bem os prédios que tinha em volta para ela memorizar o local. Mas, Graças a Deus, não foi preciso usar nenhuma vez. Sempre digo a ela para procurar alguém de confiança, na praia sempre falar com o Salva-Vidas, em praças e eventos, a Polícia Militar. E mostro onde eles ficam. Na praia é mais fácil porque tem as cadeiras altas que eles ficam.

Outra coisa, a Isabela teve que decorar os telefones meu, da avó e do avô, e os nomes completos de cada um. Se precisar passar para a polícia ou bombeiro suas identificações ela já sabe. Também, quando estamos em outra cidade, eu digo a ela para contar que somos de Campinas, assim eles sabem que necessita do DDD.

Se a criança é muito pequena e ainda não sabe falar, ou falar o telefone e nome dos pais, não tire ela do seu colo ou carrinho, e nunca solte a mão dela. Sabemos que quando eles aprendem a correr, tudo o que eles fazem é correr.

Dicas úteis, que eu não tinha me atentado até ler sobre o assunto:

Na praia, lembre seu filho de que nunca é uma boa ideia entrar no mar para procurar os pais, além de ser mais difícil, pode se afogar. Vista a criança com roupas muito chamativas para facilitar a localização na multidão, e fotografe-a antes de sair de casa para ter um registro de como ela está vestida. Quando estiver com mais de uma criança, combine qual adulto será o responsável por cada criança.

Se a criança desaparecer já sai avisando todo mundo que estiver perto, chama polícia, bombeiro, segurança, quem for responsável pela segurança local e deixe um adulto no local que estavam antes do sumiço, para o caso dela voltar. Com criança todo cuidado é pouco, às vezes você só foi ler uma mensagem no celular e quando terminou a leitura seu filho já correu. Por isso, evite distrações.

Fonte de pesquisa:

Nesse link tem umas ideias de equipamentos para segurança do filho:

http://viajocomfilhos.com.br/2014/11/dicas-de-seguranca-cuidados-com-criancas-em-multidoes/

Nesse outro link ele dá a dica do apito e do celular, eu não tinha pensado nisso: http://www.fazfacil.com.br/manutencao/criancas-na-multidao/

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