Primeira arrecadação da Isabela

Sempre faço arrecadação de coisas (alimentos, roupas, brinquedos, etc) para levar para instituições, grupos ou pessoas que precisem. Prefiro fazer essas arrecadações fora de época (Natal e dia das crianças) porque sei que as pessoas precisam de ajuda o ano inteiro e só recebem quando há alguma data especial. Eu evito colocar as fotos das doações e das arrecadações nas redes sociais, somente publico o pedido e depois, mostro para quem doou, o resultado do que elas fizeram.

O único motivo de evitar a publicidade do ato é porque acredito que o tempo, o dinheiro, o brinquedo, a roupa, e qualquer outra coisa que eu leve para essas pessoas diz respeito somente a mim e a elas. Cada lugar que visito ou cada pessoa que converso, eu aprendo muito e sempre saio mais rica, não financeiramente, mas como pessoa, a cada visita eu cresço mais.

Acredito que a desigualdade só diminui se todos dividirem o que tem. Dividir não é fazer aquela ideia batida de “colocar os pobres para morar na sua casa” ou dar metade do seu salário para eles, como mandam os mais revoltados defensores do capitalismo. Dividir pode ser pegar o que sobra pra você e dar para alguém que precisa, afinal, sobra é aquilo que não precisamos e não usamos.

Sabe aquele papo de que tem que ensinar a pescar? Precisamos ensinar a pescar sem matar o aprendiz de fome, sem mandar ele pescar no deserto enquanto outros pescam na margem do rio. Devemos dar as mesmas condições para todos e deixar que a pessoa escolha como ela quer usar essa oportunidade.

Exatamente por me sentir assim, procuro ensinar para a Isabela que devemos dar as mãos para todos. Não importa quem vai receber a doação ou o que vai fazer com ela, importa que temos sobrando e alguém está precisando. Muitas vezes nossos amigos e vizinhos também têm sobrando, mas eles não tem tempo de levar para quem precisa.

12208579_445823432271729_7716595407180524815_nPara minha filha entender melhor, esse ano levei algumas doações em uma ONG e a levei junto para ver como era. Durante a visita, a Isabela foi convidada para fazer uma campanha de arrecadação de brinquedos para montar a brinquedoteca do local. Fiz questão de frisar para ela que aquela brinquedoteca que atendia um monte de crianças, tinha menos brinquedo que nossa casa que só mora uma criança.

Após entender tudo, para o meu orgulho, a Isabela vestiu a camisa da arrecadação e no Dia das Bruxas, quando ela saiu para pedir doces, ela entregou um bilhete em cada casa pedindo para doarem brinquedos.

Cada brinquedo que chegava e cada vez que esvaziávamos a caixa que deixamos na portaria do condomínio, a Isabela comemorava e me dizia que as crianças iam ficar contentes. Além de pedir brinquedos, ela reduziu para quase a metade os brinquedos dela, e os doou para a ONG. Semana passada entregamos os brinquedos. Fiz questão de levá-la junto. Ela voltou para casa muito feliz com a alegria dos funcionários da ONG em receber os brinquedos (as crianças já estavam de férias).

Com certeza, quem leu o texto, está se perguntando, se eu falei que não gosto de contar sobre as doações que faço, por que fiz um texto sobre o assunto. A resposta é simples, primeiro porque, como mãe, morri de orgulho da minha filha e, como mãe, quero contar pra todo mundo o quanto ela é especial. Segundo, para ver se outras pessoas, ao lerem tudo isso, tenham ideias de como ensinar a solidariedade para as crianças.

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