Nara Satti Carvalho: sou muito feliz e grata por tudo o que tenho e passei

A mãe que compartilha a história hoje é uma mulher muito corajosa, além de ser mãe solteira, ela cria sua filha sozinha em outro país. A história veio pronta, escrita em forma de um diário e aqui, eu apenas edito e passo para a terceira pessoa. Conto hoje sobre a Nara Satti Carvalho, uma vendedora de 29 anos, mãe da Evelyn Victoria Satti, de 3 anos. A Nara e a Evelyn vivem nos Estados Unidos, enquanto toda a família delas está no Brasil.

Começo com uma frase que ela colocou no começo de sua entrevista: A minha intenção é encorajar outras mulheres, a não deixar que o título de mãe solteira venha definir quem ela é ou quem os filhos serão.

Assim, Nara mostra que o que define quem ela é e como a Evelyn será criada, é ela mesma, e rótulo nenhum influenciará em suas vidas.

A gravidez da Nara foi um susto e a descoberta veio duas semanas antes dela voltar para o Brasil. Não estava em seus planos se tornar mãe e permanecer tão longe de casa. Mas, no momento, ela e seu namorado acharam que o melhor a fazer seria casar. Assim, ao invés de voltar para casa após sua formatura, Nara se mudou de Wisconsin pra Flórida.

122O casamento terminou no oitavo mês de gestação. O que foi melhor para as duas, pois Nara enfrentou toda a gravidez sozinha. Quase perdeu a bebê por duas vezes e teve que enfrentar diversos medos sem apoio algum. Ao terminar o casamento, ela retornou para o Brasil, onde sua bebê nasceu rodeada de pessoas que as amam muito.

Evelyn nasceu de cesárea, contra a vontade da mãe que se viu obrigada a ceder a pressão da médica. Apesar de não ter sido o parto que Nara optou, ambas passaram muito bem e o pós operatório foi tranquilo. Com muito amor e suporte da família, Nara e Evelyn se adaptaram uma a outra muito rápido e com muita segurança.

Quando Evelyn tinha 8 meses, Nara decidiu que era o momento delas voltarem para os Estados Unidos. Se mudaram para o Colorado, onde tiveram suporte e apoio de amigas. Logo Nara começou a trabalhar como babá, por sorte, Evelyn podia acompanhar a mãe todos os dias.

3333As aventuras não pararam por aí. Há dois meses, Nara recebeu uma proposta de emprego em Chicago. Colocou a filha, a cachorra, as malas e a coragem no carro e, depois de viajar por dois dias, chegaram em seu novo apartamento. Para a surpresa delas, além de estar todo mobiliado, o apartamento era delas, foi um presente de amigos.

A única parte que ela considera ruim da vida delas, é que a Evelyn está crescendo longe dos avós. Como ela disse, o pior é não ter os almoços de domingo (eu também sentiria muita falta disso!). Mas elas compensam isso vindo com grande frequência visitar a família e sempre que podem estão conectadas por Skype ou Whatsaap com o Brasil.

Ela se recorda que sua maior dificuldade até hoje foi quando sua filha teve pneumonia e ela passou uma semana acompanhando a Evelyn no quarto do hospital. Sozinha, não tinha alguém para revezar ou segurar sua mão. Em suas palavras: como mãe solteira você tem que ser forte, ter coragem, e tem que se adaptar fácil.

Elas enfrentam também um grande choque cultural. Onde moram não é normal ficar dando beijos ou abraçando os filhos. Além disso, nos EUA, as crianças não possuem uma dieta muito saudável. Para conseguir alimentar sua filha de forma decente, ela teve que pedir um atestado médico que a autorizou a mandar o alimento de sua filha para a escolinha. Assim, Evelyn é considerada uma criança em dieta especial. Isso quer dizer que ao invés de comer os enlatados ou congelados que a escola serve, Evelyn pode comer frutas e outros alimentos fresquinhos que a mãe prepara para ela.

2222Nara ensina muito para todas nós, mães solteiras. Ela me mostrou como podemos aprender com os erros. Ao ler tudo o que ela me mandou sobre sua vida, pude compreender que quando aprendemos com um erro, ele deixa de ser algo que nos aprisiona e passa a ser algo que nos liberta. Isso foi o que senti delas, Nara é uma mulher livre e passa essa liberdade para sua filha.

Pedi a ela que deixasse um conselho para mães solteiras que estão longe de suas famílias. Ela pediu para sempre termos fé, independente de religião, devemos entender que existe um Deus que cuida de nós. Ela pediu também para confiarmos no poder das palavras, pensando e dizendo coisas positivas a nós mesmas. Finalizo com as palavras dela:

“Nenhum sofrimento é pra sempre, esteja aberta e seja flexível a novas ideias e mudanças. Eu vejo cada momento difícil como uma oportunidade de pensar em algo novo, de criar novas ideias, e de tentar algo diferente. Não é fácil, e tinha dia que eu desanimava, e isso é normal. Mas no próximo eu me levantava e seguia em frente. Não se culpe por seus erros, todo mundo erra, ninguém é ou teve a mãe perfeita, o que vale é o amor. Outra coisa importante? Tenha amigos! Eles são tudo!”

 

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