Filhos na cama dos pais ou o contrário?

Essa noite a Isabela veio para a minha cama. Ela já tem 7 anos e é bem comum as noites que ela vem dormir comigo. Desde bebê ela dorme sozinha, e vai para a cama todos os dias no mesmo horário. Dormir nunca foi um problema, mas sempre que pode ela tenta dormir junto. Ás vezes eu deixo. Ela sabe que se eu estiver acordada trabalhando, assistindo filme, lendo livro, qualquer coisa que tenha luz ou barulho, ela não pode ficar porque atrapalhará a qualidade do sono dela. Mas se eu estiver dormindo, pode deitar junto. Eu sempre me pergunto se vale a pena dormir junto, se é bom para o crescimento e desenvolvimento deles.

Eu particularmente, acho que só é um problema quando a criança não sabe dormir sozinha e os pais têm preguiça de ensinar. Se a criança pede colo porque está com medo ou com dor, acho que temos mais é que dar o colo. Criança precisa de amor e segurança. Lógico que tem dias que eu não quero dormir junto. Se a Isabela acorda com medo ou dor e eu não tô afim de dividir cama, eu vou até o quarto dela e a acalmo na cama dela. Depois eu vou para a minha dormir sozinha.

Tem dias que eu a chamo para a minha cama. Antes eu passava vontade. Porque eu estava ensinando que cada um tem sua cama. Hoje que ela está maior e sabe bem disso, já podemos sair da rotina tranquilas, porque quando precisamos voltar, ela volta. Então, em noites muito frias eu a convido para dormir comigo.

Por duas razões, a primeira é que meu quarto tem aquecedor e onde moramos faz muito frio. A segunda razão é a de que não existe nada mais gostoso no mundo do que dormir abraçado com quem amamos. Tem mais situações que dormimos juntas, toda sexta-feira (as que eu não tenho aula), nós assistimos filme e dormimos juntas no sofá cama.

Essa semana aconteceu algo que, eu confesso, acontece algumas vezes, eu que fui para a cama dela. Eu estava assistindo um filme que chama “A chave de Sarah”, e como em todo filme que mostra campo de concentração do holocausto, teve uma cena que separa as crianças das mães. Isso sempre mexeu muito comigo, principalmente depois que virei mãe. Quando o filme acabou, corri para a cama da Isabela e fiquei lá abraçando e sentindo aquele cheirinho de filha. Ela acordou, me olhou e disse sorrindo que queria dormir assim todos os dias. Claro que vale a pena dormir junto!

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