Marina Max Reolon: o parto é uma experiência divina

11774469_926026847435722_449044996_nA mãe que compartilha sua história com a gente hoje é a Marina Max Reolon, terapeuta ocupacional, mãe do Henrique de 3 anos e do Davi de 1 ano e 9 meses. Vou narrar alguns detalhes da história dos partos porque a Marina tirou meu pavor de parto normal, espero que ela tire esse medo de outras mulheres. Quem vê a Marina com os seus dois filhos tem a certeza que ela nasceu para ser mãe. Ela é extremamente habilidosa, paciente e envolve os filhos ao máximo em seu dia.

A entrevista foi feita com inúmeras interrupções dos dois filhos, e em todas as vezes, ela conseguiu na maior calma explicar a eles o que eles pediam ou perguntavam, conseguia apartar as brigas e dar atenção aos dois enquanto falava comigo. Para dar conta da casa e dos filhos, ela inclui eles ao máximo em sua rotina. Ela me contou que o Henrique pega a roupa da secadora, passa para o Davi e ele entrega para a mãe. Assim os dois não só aprendem a ajudar na casa, como participam do que ela está fazendo.

11212472_926025717435835_144320505_nA rotina da família, especialmente na parte da manhã é toda cronometrada. A Marina acorda as 6 horas, toma banho, separa a roupa dos dois e, enquanto ela se arruma, o marido, o Dudu, troca as roupas dos filhos. O Dudu da o café da manhã enquanto ela arruma as malas. Só aí que eles comem algo e saem para levar os dois para a escola e vão trabalhar. No fim do dia, chega em casa, dá janta, banho e cama. De final de semana eles podem ficar mais a vontade e procuram muita convivência com os avós e tios.

A primeira gravidez foi planejada e ela sempre quis parto normal por acreditar no poder do corpo humano. Quando ela estava no quinto mês, teve uma conversa com seu ginecologista – o mesmo que a atendia há anos – e foi obrigada a ouvir que ela não é dessas mulheres que aguentam a dor. Então, Marina trocou de médico.

Foi aí que passou a frequentar o grupo de apoio a gestante. Em fevereiro fez o curso de parteira, e seu marido conseguiu apalpar e encontrar o bebê, nesse momento, decidiram pelo parto humanizado. Assim, decidiram pelo acompanhamento de uma doula.

11800772_926026094102464_13589418_oQuando Marina estava no shopping finalizando seu enxoval, caiu o tampão. Calmamente, terminou suas compras e voltou para casa. No dia seguinte, acordou se sentindo bem e estava muito tranquila. Recebeu visita de amigos o dia todo. No final da tarde, estava assistindo televisão e fazendo as unhas, notou que sua barriga tinha ido para baixo. Nesse momento se lembrou de sua avó que dizia que quando o bebê vai nascer a barriga afunda.  Foi informando sua médica e sua doula sobre tudo por telefone. Enfim, a bolsa estourou e ela ficou apenas bebendo água e informando a médica sobre sua situação. Ao ler isso você pode achar que estou exagerando na tranquilidade da história, mas pode ter certeza, a Marina é muito calma.

Continuou em sua paz, pediu um lanche, começou a sentir uma leve cólica, como se fosse cólica menstrual. Mas sentia algo estranho. Foi caminhar na rua durante uns 40 minutos. Ao voltar para casa, deitou e começou uma contração muito forte, enquanto o marido permanecia avisando a médica e a doula. Ao vir a dor forte, ela relata que não se lembra de mais nada, somente que pediu para ir ao hospital. Nesse momento, ela sentiu a primeira vontade de fazer força para o bebê nascer. A caminho do hospital, o Dudu conseguiu fazer o controle das contagens das contrações.

11800896_926026147435792_1767332207_oAqui cabe uma grande crítica que a Marina trouxe a respeito do hospital, essa crítica eu ouço de muitas mulheres. O hospital não está preparado para parto normal. A enfermeira pediu para ela sair do carro no meio de uma contração, e ainda pediram para ela ser mais silenciosa durante as contrações. A sorte foi que, além dela não ligar para ordens tão absurdas, ela não precisou aturar isso tudo por muito tempo. Entre sair do carro e o Henrique nascer, passaram apenas 15 minutos. Quase que o pai não acompanhou o nascimento. O hospital exigiu que ele preenchesse alguns papéis antes de acompanhar sua esposa.  A médica teve que mandar liberar o Dudu para o parto. O nascimento do Henrique mostrou o nascimento da família. Foi um momento só dos três, ela não sabia ser mãe, o Dudu não sabia ser pai, aprenderam juntos.

O Dudu fez o papel da doula e ele teve o conhecimento para auxiliá-la porque eles iam juntos aos cursos. Dessa forma, não só conseguiram trabalhar em equipe como o pai teve participação ativa no parto.

11791788_926025390769201_2116199893_nCom 8 meses eles estavam encantados em ser pais e decidiram que era hora de programar o segundo filho. Em abril, no aniversário de um ano do Henrique descobriu que estava grávida.

Com 30 semanas foi fazer um ultrassom, e soube que tinha placenta prévia. Por isso, parou de trabalhar, parou de carregar o Henrique. Como essa é a única indicação absoluta de cesárea, Marina se viu privada de sua vontade de fazer parto em casa.

Inesperadamente, a bolsa estourou com 34 semanas. Mais uma vez, com toda sua calma, Marina ligou para a médica e ficou deitada tranquila esperando a hora de ir para o hospital. Ficou internada e tomou as medicações para fortalecimento do bebê. Clinicamente estava tudo bem e havia uma pequena possibilidade de fazer parto normal. Esperou entrar em trabalho de parto para ter o Davi. Até que acordou com uma sensação de que estava molhada, quando viu era sangue, sua pressão começou a cair e fez a cesárea.

11783675_926026110769129_766612860_oO Davi nasceu bem para o tempo de gestação e nem precisou de medicação. Marina sentiu muito sair do hospital sem o filho. Ela passava o dia no hospital com o Davi e a noite em casa com o Henrique. Contou muito com o apoio da mãe e da sogra nesse momento.

Quando o Davi passou a mamar na mãe durante o dia, ele se alimentava bem. Porém, a noite ele mamava pela mamadeira. Não tinha a opção de darem o leite por copinho para ele não estranhar o bico. Para Marina, essa foi a pior semana, ela notou que precisaria passar a ir a noite também amamentar. Passou a noite no hospital e em menos de 24 horas ele teve alta.

11800990_926025344102539_18808843_oPara conseguir sua independência para exercer outros papéis além do papel de mãe, Marina parou de amamentar Davi quando ele completou um ano e meio. Hoje ela procura fazer cursos durante semana, e consegue conciliar seus horários com os dos filhos. Marina acredita que hoje tem a vida que sempre sonhou, tem uma família com dois filhos, e reconhece:  “hoje eu vejo que só é possível o meu funcionamento e a minha satisfação pelo meu companheiro”.

11787407_926026097435797_109185652_nPara quem quiser conhecer o trabalho da Marina: Núcleo Reabilitar –  Rua Padre Vieira, 847, Cambui – Campinas/SP. Fone: 32364003 / 33269713

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