Maria Fernanda: maternidade é o que de melhor temos pra oferecer ao mundo

11692981_916229971775367_1005542342_nA história de hoje, foge um pouco do que conheço sobre maternidade, é sobre uma mãe com filhos mais velhos que a minha. A Maria Fernanda Negreiros David, advogada, é mãe da Julia de 16 anos e do Lorenzo de 10. Uma mulher que trabalha fora o dia todo, cuida da casa, da família e agora, cuida a distância da filha que está fazendo intercâmbio na Europa.

A Maria Fernanda é uma mulher tranquila, equilibrada e que vai atrás do que precisar para sua família. Mesmo demonstrando muita calma o tempo todo, ela tem uma rotina bem corrida. Como o trabalho exige muito de seu tempo, e ela prioriza ao máximo os filhos e o marido, cuidar das plantas e cozinhar se tornaram um hobby que a diverte no tempo livre.

11717174_916229035108794_1243397693_nEla abriu nossa conversa dizendo “acredito que a maternidade não se aprende, mas se desperta! É algo que está dentro de cada uma de nós, é o que de melhor temos pra oferecer ao mundo”. De fato, ao entrar um pouquinho na vida dela, percebi que não existiria frase melhor para descrevê-la. A Maria Fernanda foi despertada cedo para a maternidade, e mesmo ainda menina, encarou como uma grande mulher. Conheci apenas a Julia, juntando o que vi com o que ela me contou dos filhos, tenho a certeza que ela não só deu o seu melhor para o mundo, ela dá o seu melhor todos os dias para a criação dessas crianças.

A primeira gravidez foi uma surpresa quando ela só tinha 22 anos de idade e ainda estava no terceiro ano de faculdade. Como a surpresa foi boa e bem recebida por toda a família, tornar-se mãe foi algo muito tranquilo para ela. Nas palavras dela: “A Julia representou o nascimento do amor incondicional e a motivação que eu precisava para enfrentar as novas responsabilidades”.

Como toda mãe de primeira viagem, Maria Fernanda entendeu que agora era hora da vida ter seu percurso mais bem traçado, para que pudesse dar o melhor para sua filha.

11728300_916228178442213_746982683_oCom uma vida mais estruturada com seu marido, seguros como pais, conseguiram planejar a segunda gravidez. Assim, esse foi um presente não só para eles, mas também foi para a Julia, que desde que ele nasceu ela ajuda e participa muito da criação do irmão.

Ser mãe e trabalhar fora não é fácil, não importa a idade dos filhos, sempre estamos com o pensamento neles. Com a Maria Fernanda não é diferente. Por mais que esteja acostumada a sair cedo para trabalhar todos os dias, quando algo não está bem em casa fica muito difícil ir trabalhar. Toda mãe se sente assim, deixar um filho doente ou triste em casa é como deixar uma parte nossa para trás. Por mais que sabemos que eles estarão sendo bem cuidados, ninguém é melhor que a mãe para dar colo.

Mas ela tira de letra trabalhar e ser mãe. Enquanto está trabalhando, mesmo de longe, cuida por telefone, quando necessário, da casa, dos filhos e orienta a ajudante que fica cuidando de tudo para ela.

Quando olhamos uma mãe que consegue ocupar um cargo que exige muito do seu tempo e do seu intelecto, e ainda cuida muito bem da sua família, vemos que todas podemos ser e fazer o que quisermos. A Maria Fernanda é um exemplo de mulher a ser seguido. Ela terminou a faculdade mesmo com uma gravidez no meio do curso, passou na prova da OAB e está bem empregada. Ela entendeu que a gravidez é uma motivação e não um fardo na vida da mulher.

11733218_916230585108639_551551337_nAtualmente sua filha mais velha está morando em outro continente. Mesmo dizendo que a distância dói, ela consegue vibrar com a viagem. Uma mãe sempre sente que podia cuidar melhor de seu filho, ainda mais quando ele está longe, mas a Maria Fernanda consegue entender e transmitir que isso é uma fase importante na vida da filha. Foi a Julia que escolheu o roteiro, o tempo e se esforçou para que tudo fosse possível. Nas palavras dela “a felicidade e o aprendizado que a Julia tem transparecido nos alimenta e dá forças para encarar a sua ausência. É como se estivéssemos agora colhendo os frutos da nossa dedicação e de todos os esforços que empenhamos na sua educação como um ser humano completo”.

Um grande desafio que ela vem enfrentando é o de ter filhos adolescentes. Para Maria Fernanda, essa é a fase que vemos o resultado do que ensinamos. Ao mesmo tempo que ela vê muito dela e de seu marido nos filhos, eles conseguem a surpreender com traços únicos e originais de personalidade, e com isso, ela reconhece que aprende mais do que ensina.

Quando pergunt11720725_916230561775308_613610628_nei se ela pudesse voltar no tempo para mudar algo com relação aos filhos, ela disse que curtiria mais cada momento. Pelo que conheci da Maria Fernanda como mãe, eu sei que ela curte muito cada minuto com eles. O carinho que ela tem para falar da família, o brilho nos olhos quando conta algo sobre eles, demonstram que ela sabe aproveitar e curtir esse amor.

Para os pais que têm filhos adolescentes que querem fazer intercâmbio, Maria Fernanda deixa um conselho: “Vou usar as palavras da querida Professora Gisela Borkowske, em quem sempre me inspiro quando o assunto é educação: “Confie, mãe!” Até o momento em que eles partem, a gente se acha o centro de tudo, que nada vai andar direito sem a gente por perto, mas eles são capazes, então, tenha confiança que tudo o que você ensinou vai nortear o caminho do seu filho longe de você. Confie, simples assim!”

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