Um texto para pai

Desde que comecei a pesquisar sobre como é ser mãe, que tipo de mãe quero ser e o que as outras mães têm para me ensinar, que tenho notado que existe um universo gigante de pais. Eu não gosto de rótulos, mas acho que criar categorias torna a coisa mais didática e facilita o entendimento para aqueles que não caiu a ficha. Vou citar aqui os tipos de pais que mais ouço as mães falarem que são os pais dos filhos delas.

Pai que se finge presente: o pai que está em todos os eventos da escola e festas de família. Ao mesmo tem que ele está em tudo, ele está sem o filho. Sempre sorrindo nas fotos e conversando com as pessoas, mas não sabe dizer nem qual a roupa que o filho está vestindo. Aparece nas datas especiais apenas para cumprir seu papel e fica olhando no relógio para ir embora. Na grande maioria dos casos são casados com a mãe do filho, moram na mesma casa mas só estão juntos em fotos.

Pai ausente: aquele que o filho conhece porque tem o nome no registro de nascimento e, em alguns casos, porque a pensão cai todo mês na conta dele. Alguns até aparecem para pegar o filho de vez em quando, mas sempre largam com algum parente para cuidar por ele. Há também aqueles que o filho conhece de tanto a mãe xingar, mas nunca teve a chance de ver se o pai é aquilo que ela fala. – mães nunca xinguem os pais para os filhos, não importa o que eles tenham feito.

Pai Noel: o tipo de pai que pode sumir, desde que o Papai Noel continue aparecendo no Natal. Geralmente são pais divorciados que quando visitam o filho acham que têm que dar algo para agradar. A criança fica super feliz, esperando ansiosa pelo dia do presente. Se o pai não comparecer mas deixar uma surpresa na porta da casa, ninguém nem percebe que ele não veio. Se um dia ele surgir sem o presente o filho sente falta… do presente. A única conversa que eles têm envolve o que estava dentro do embrulho.

Pai banco: alguns pais acham que sua função é prover tudo na casa, apenas isso. Esquecem que o filho precisa de bons exemplos, amor, carinho, cuidado e ensinamentos. Tudo o que esse pai faz é pagar as contas, dar mesada, dinheiro para sair, dinheiro para o lanche, etc. O pai que pode ser facilmente substituído por um caixa eletrônico na sala de casa.

Pai última instância: o pai que só aparece quando a mãe se cansa de dizer não ou de dar bronca. Ele surge do nada com um ar autoritário e faz com que os filhos obedeçam por medo do castigo. Essa é a única coisa que ele acha que sabe dos filhos, que eles são desobedientes e precisam de um pai linha dura.

Pai cachorro: vive esperando uma recompensa. Troca uma fralda ou dá a papinha e espera que todos reconheçam seu grande esforço na criação do filho. Se um dia sai mais cedo do trabalho para buscar o filho na escola, passa dias achando que cumpriu muito além de seu dever. Ele ignora o fato de que a mãe faz tudo, age como se a única coisa que ele fez foi o essencial na vida da criança. Faz questão de contar cinquenta vezes seu grande feito como pai para que todos o elogiem.

Pai esporádico: tem dia que é um super pai e quer participar de tudo, cuida ao máximo do filho e procura saber da vida dele. Tem dias que mal fala com o filho. A criança nunca sabe quando é o dia de brincar e ficar com o pai e quando é o dia que vai ser ignorada.

Pai rede social: posta foto em todos os eventos e no dia a dia com o filho com legendas maravilhosas sobre o amor que sente pela família. Fora da foto não abraça, não conversa e não interage com o filho.

Pai-irmão: ajuda em tudo que a mãe pede, mas só quando ela pede. Age como um irmão mais velho. Ele é super legal nas horas de brincar e passear. Só olha o filho quando a mãe está muito ocupada. Chega até a trocar fralda e dar banho, mas só quando a mãe não pode fazer. Sabe tudo sobre como ser pai, mas funciona melhor na teoria do que na prática.

Pai: aquele que participa da vida do filho, está lá no dia a dia dividindo todas as tarefas com a mãe. O pai que sabe o nome da professora, o que o filho está aprendendo na escola, os horários das tarefas extracurriculares, os remédios que pode tomar, o que causa alergia, qual o brinquedo preferido, o que gosta de comer, ou seja, sabe tudo do filho. Aquele pai que sabe que trocar fralda não é ajudar a mãe, mas sim cuidar da criança. Mesmo que ele não possa estar todos os dias com o filho, faz questão de ter o máximo de qualidade na relação pai e filho.

Grande parte dos pais que estão em contato comigo por causa do Blog ou das minhas pesquisas se encaixam no último tipo. São pais que curtem, criam, educam e amam os filhos. Não deixam tudo na mão das mães, eles entendem que o filho é deles também.

Que tipo de pai você está sendo? O que você quer que seu filho pense quando ele se lembra de você? Lembre-se, o filho te imita, não importa se você é bom ou ruim, ele sempre vai te imitar. O emocional dele é formado com base na sua influência. Escolha o que você quer para o futuro do seu filho e mostre o caminho. Cabe a você determinar que tipo de pai você é.

Refletindo e pesquisando sobre pais encontrei esse comercial lindo feito pela Toyota para os pais no Japão.

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