Pé machucado

No dia 05 de maio a Isabela estava brincando com um amigo antes de começar a aula de futebol e ela torceu o pé. Ela fez aquele escândalo que queremos fazer quando sentimos uma dor insuportável, por sorte as crianças podem ser histéricas e por a dor pra fora, sem vergonha. Ela chorou e gritou muito. Mas logo em seguida, levantou e quis fazer a aula. Sem dor alguma ela conseguiu fazer o treino de uma hora e meia tranquilamente.

11225834_888325937899104_1743805319_nQuando chegamos em casa e ela foi tomar banho, o pé estava enorme. Coloquei gelo e a dor passou. De madrugada ela acordou chorando porque não tinha uma posição sem o pé doer. A coloquei na minha cama e dormimos juntas. Sempre que ela vai para a minha cama, o “dormimos juntas” leia-se: ela dormiu e eu fiquei apertadinha no cantinho da cama fazendo carinho nela.

Ao acordar para ir para a escola, a dor estava insuportável. Mais gelo, café da manhã na cama e fomos ao médico. Começou o problema, não com o pé, na verdade, com o pé nada sério, mas com a Isabela. O médico enfaixou o pé dela por uma semana, o que significaria que ela estaria longe das atividades físicas durante a semana. Uma semana aos 7 anos é uma eternidade, e ela ficou muito triste.

Na semana seguinte a tristeza aumentou. O médico tirou a faixa, examinou o pé e recomendou 4 semanas sem esportes de impacto. O que isso significou: perdeu um jogo de futebol e quase que perdeu a apresentação da dança. Fora as aulas, ensaios e treinos que a divertem tanto.

Toda essa história enorme para contar como que eu, mãe, sofri junto. Tive que ver a Isabela esses dias em casa, sem poder fazer as atividades que gosta (ok, peguei a Isabela andando de Skate com o pé enfaixado), mas, na medida do que eu pude controlar, vi a Isabela sem as atividades que gosta. A consolei por perder tantos momentos por conta do pé. E ainda tive que inventar mil coisas para ela se ocupar e não pensar nisso tudo. Criei atividades com tinta, filmes, livros, passeios que não exigem andar muito, visitas, amigos, conversas e por sorte, tivemos semana de provas, isso a distraiu bastante.

O que a fez aceitar isso tudo? Nada. O que a fez parar de reclamar foi eu repetir algumas vezes que é melhor ficar agora um pouquinho em casa do que machucar o pé e ficar mais um tempão sem esportes de novo. Para ela colaborar com o repouso e o gelo no pé, que são duas coisas que ela odeia, eu tive que mostrar o benefício disso tudo e qual seria o prejuízo se ela não aceitasse fazer direito. Repeti pacientemente, em todas as vezes que ela não quis repouso ou gelo, quais seriam as vantagens de levar a sério o tratamento. Com paciência e insistência sobrevivemos as quatro semanas e agora ela voltou para as atividades.

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