Quando os filhos saem a mãe… sente falta!

Sem títuloFaz tempo que estou para postar isso, mas aí sempre surge outro assunto e esse fica pra depois. Esses dias a Isabela foi passar o domingo na casa de uma amiga. Na hora que a amiga convidou eu fiquei super animada, eu precisava do domingo para fazer uns trabalhos e com a Isabela em casa ficaria mais difícil. Ela aceita bem que eu tenho que ficar sozinha para trabalhar, mas eu preciso parar para preparar algo para ela comer (e são pelo menos cinco refeições no dia), eu tenho que mandar ela tomar banho, escovar os dentes, essas coisas. Com ela fora eu podia focar o dia todo no meu notebook.

Levei ela logo de manhã na casa da amiga e voltei pra casa programando todo o cronograma de como seria meu trabalho. Parece loucura, mas abrir a porta de casa e não ver a Isabela dá um vazio. Sentei na sala e falei para minha mãe que parecia que me faltava algo. Essa não foi a primeira, nem a segunda vez que ela saiu. Na verdade ela sempre sai, e eu sempre sinto isso.

Aproveitei o dia e produzi. Fiz trabalho, estudei, mas a cada pausa para um café (meu vício), água, banheiro, qualquer coisa, vinha aquele vazio de que a Isabela não estava em casa. Sempre que isso acontece eu me sinto louca, mas eu vejo que não estou sozinha no mundo. Em uma das pausas entrei no facebook e encontrei um post da página Mamãe Prática falando exatamente sobre essa sensação de vazio. Nos comentários tinham várias mães concordando. Me senti mais normal para continuar meu dia de loucura desejando que a hora de buscar a Isabela chegasse logo. Pior que quando a hora chegou, a busquei, ela tomou banho e dormiu. E eu saí, pois eu tinha compromisso.

Eu não me sinto louca só quando ela sai e eu fico. Também tenho o surto quando eu que saio. Esse mês fui em um casamento e ela não foi junto. Como eu moro meio longe de tudo, fui dormir na casa da minha avó que era mais próximo do local da festa. Sábado a tarde fui para a casa da minha vó, deixei minhas coisas, fui para o salão, me arrumei, fui para a festa. Enquanto isso a Isabela estava em casa com meus pais.

Quando cheguei para dormir pensei que a vantagem de chegar de madrugada na casa da minha vó é que eu ia poder acordar a hora que quisesse, já que a Isabela não estava comigo. Engano meu. Deitei as 4 e acordei as 8 louca de vontade de ir para casa ver como minha filha estava.

A primeira vez que eu assisti o filme Procurando Nemo eu nem sonhava em ser mãe. Eu achava muito chato quando o pai do Nemo fica naquela coisa de não deixar o Nemo sair, de ir junto na escola e ficar todo neurótico com tudo em volta. Hoje eu entendo perfeitamente o pai do Nemo! Até a parte que ele vai atrás da excursão da escola porque ele acha o local perigoso – nunca fui atrás, mas nas primeiras vezes senti uma certa vontade de não deixar ela ir ou de ir junto.

Até que é normal se sentir meio louca. Ainda mais quando você descobre que não está sozinha no mundo. Toda mãe dá uma surtadinha longe dos filhos. O que eu faço, ou tento fazer, é não deixar que isso tome conta de mim. Eu procuro ter uma vida só minha e deixo a Isabela ter uma vida só dela. Eu saio com meus amigos, ela sai com os dela. Mas também saímos muito só nós duas. Algumas vezes eu levo ela e os amigos para passear ou trago os amigos dela em casa. Ela sai comigo e com meus amigos. Assim, a gente tem nossa vida juntas sendo duas pessoas separadas.

Eu fico pensando, se eu me sinto assim com ela agora, que ela só tem sete anos, imagina daqui uns anos? A gente sabe que os filhos são criados para o mundo. A gente cria os filhos para voar sem nos levar junto. Tudo que eu ensino para ela é pensando que depois ela vai fazer sozinha. Ao mesmo tempo que é normal, é esquisito pensar nisso. Mas eu trabalho diariamente isso em mim, essa liberdade e individualidade da Isabela. Procuro passar para ela que tudo isso é normal pra mim e que quando ela volta pra casa é muito gostoso.

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