Cadeiras para carro

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Isabela na cadeira reclinável. A novidade de poder ir olhando pela janela fez com que ela se adaptasse rápido.

Faz uns dois meses que a Isabela decidiu que quer deixar de usar a cadeira no carro. Comigo não tem conversa, criança é no banco de trás, com cadeirinha e cinto de segurança. A cadeira e o cinto não devem ser usados somente porque a lei obriga. Devem ser usados para que seu filho fique em segurança. Combinei com a Isabela que ela vai esperar completar a idade correta e que faltam somente alguns meses.

Eu ouço muitas mães falarem que deixou o filho ir no banco da frente porque a distância era curta. Ou que não precisava da cadeirinha já que nem ia entrar em avenidas movimentadas. O pior é que elas contam como se o único medo delas fosse a polícia parar e aplicar uma multa. Eu não tenho medo de multa. Eu tenho medo de acidente, de criança machucada (ou coisa pior) por minha culpa.

Uma coisa que todo mundo sabe mas ignora, é que a maioria dos acidentes acontecem perto de casa, em ruas calmas e em velocidade baixa. Comigo já aconteceu. Eu tinha 19 anos, estava pertinho de casa. O carro que estava na minha frente brecou bruscamente no sinal quando a luz amarela acendeu. A distância entre meu carro e o dele era suficiente para eu brecar, além disso eu estava devagar. Fui parando o carro com calma, mas ele deslizou na água da chuva. Os carros colidiram, não amassaram, só que teve o impacto. No carro que eu bati tinha uma criança sem cinto, em pé, no meio, entre os dois bancos da frente. O menino caiu pra frente e bateu a testa no painel do carro, ficou todo machucado. O pai do menino desceu do carro, ignorou a criança chorando, me dispensou rapidinho e sumiu dali. Ainda deixou claro que não queria que vissem que o filho estava sem cinto.

Para evitar que algo de ruim aconteça com as crianças, ou para diminuir o impacto no acidente, fomos forçados pela lei a tomar certos cuidados com os filhos. A cadeirinha é projetada para que o cinto cause o mínimo de ferimento interno no organismo da criança. Isso é um ponto importante, porque colocar a criança no banco de trás com cinto mas sem cadeirinha pode ser muito perigoso. O cinto pode machucar ou até mesmo enforcar a criança.

Algumas mães me perguntam como fiz para a Isabela não dar trabalho com o uso da cadeirinha. Desde que ela é bebê me perguntam isso. A resposta é simples, ela nunca teve a opção de ir de outro jeito no carro. Desde que saiu da maternidade ela só entra no carro sentada em sua cadeirinha. Prefira que seu filho vá chorando no banco de trás, é melhor do que você ficar chorando por uma tragédia causada pela falta de cadeira.

Uma dica para habituar o seu filho com o bebê conforto é deixar ele nessa cadeira mesmo quando estiver fora do carro. O bebê recém-nascido ou com poucos meses de vida fica bem no bebê conforto. Utilize ele fora do carro também para que a posição e a cadeira sejam algo normal na vida dele.

Quando ele for trocar de cadeira, mostre a importância disso, conte a ele que ele já está grande, que agora vai sentar olhando pra frente no carro, procure as vantagens e empolgue a criança. O importante é que você jamais permita que seu filho vá no carro sem a devida segurança.

Para orientar sobre as trocas de cadeiras, fiz uma pesquisa e vou compartilhar aqui. Por mais que o DENATRAN especifique que trocamos de cadeira de acordo com a idade da criança, a cadeira é projetada para proteger de acordo com o peso e a altura. Isso vem especificado na própria cadeira.

A primeira cadeirinha a ser utilizada é o bebê conforto, que geralmente a criança utiliza até completar 1 ano ou 9 quilos. Depois disso ela deve passar para a cadeira (se o bebê ainda não tiver um ano, é melhor que seja reclinável), e utilizar essa até os 4 anos ou 16 quilos. Então passa para o assento de elevação, onde permanece até os 7 anos e meio. Aí sim pode ficar sem cadeirinha, mas utilizando cinto de segurança. Já o tão sonhado banco da frente só pode depois dos dez anos.

Para maiores esclarecimentos, encontrei uma cartilha no site do DENATRAN, apesar dela especificar que com dez anos a criança deve utilizar o assento de elevação, a Lei determina que é até os sete anos e meio. Acredito que o melhor é verificar pela altura da criança para que o cinto não fique em posição errada e possa machucar mais do que proteger. Aliás, esse foi o argumento principal que usei com a Isabela quando ela insistiu para não utilizar mais a cadeira, fiz ela se sentar no banco de trás e colocar o cinto, então mostrei que ele ainda pegava na altura do pescoço dela e que isso podia ser fatal. Ela entendeu e aceitou.

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