Separação dos pais

11157946_879700182095013_802442274_nA maioria dos casais quando se separam começam uma briga e disputa por tudo, inclusive pelos filhos. Muitas vezes a coisa sai do controle e os pais nem percebem o mal que fazem para seus filhos. Alguns casais conseguem um término amigável e civilizado, mas mesmo assim geram um dano emocional muito grande na criança, por causa da forma com que agem. No momento da separação, os pais devem deixar todas as mágoas e dores de lado. Devem ignorar a raiva. Primeiro é a hora de pensar no bem estar do filho. Resolver como será a guarda, onde essa criança irá viver, como irá viver e qual será o convívio dela com a nova situação familiar. Depois, se quiserem brigar, xingar e falar mal um do outro, que façam isso bem longe das crianças.

A preferência da guarda é que ela seja compartilhada. Isso quer dizer que tanto o pai quanto a mãe tem os mesmos direitos e deveres. O tempo dos filhos deve ser dividido de forma equilibrada entre os pais. O que só dá certo se os pais, mesmo separados, mantiverem um bom convívio e conseguirem dialogar. O incentivo por guarda compartilhada se dá pelo fato de que é importante para o filho continuar convivendo com os pais de forma igual. Separação do casal não significa separação da família.

Acho legal o filho ter seu espaço na casa do pai e seu espaço na casa da mãe. O desenvolvimento será muito melhor se ele ver que os pais se empenham de forma igual na sua criação. Faz muita diferença para a criança ver os pais sem hora marcada, sem dia da semana estipulado, estar com os dois mesmo que eles não estejam juntos.

Só devemos tomar o cuidado da criança não usar os pais como fuga, por exemplo, se toma bronca de um ou é colocado de castigo, vai dormir na casa do outro e fica tudo normal. Ou ainda,cuidado quando um leva na escola e exige que o outro busque ignorando os horários de trabalho e compromissos. O intuito é que haja harmonia, por isso é sempre bom conversar tudo antes, combinar como será feito. Quem leva, quem busca, onde dorme, o que fazer com castigo, horário de estudos, etc. Ao deixar tudo pré estipulado, e cada um cumprir sua parte, evita que o outro ligue ou queira uma nova conversa.

Se o casal opta pela guarda compartilhada mas depois ela se torna impossível por novos fatos, novas brigas ou constantes desacordos, é possível modificar para a guarda unilateral. Essa modalidade também pode ser instituída desde o momento da separação. É aquela guarda em que os filhos ficam aos cuidados de somente um dos pais, mas o outro pode supervisionar os interesses dos filhos. Podendo também visitar e buscar para passear.

No caso da guarda unilateral, é importante frisar para o filho que o pai ou a mãe que não está com ele ainda é pai ou mãe. As visitas, passeios e momentos que a criança está com o outro que não possui a guarda devem ser respeitados. Devemos passar confiança para o filho ir, ele sente quando não estamos felizes com a situação.

Lógico que se for um caso excepcional de um pai/mãe que perdeu a guarda porque fazia mal para o filho é diferente, mas aí entram as visitas assistidas e outras situações mais delicadas. Mas, a criança não pode achar que foi abandonada e muito menos ser incentivada a não gostar mais do pai ou da mãe (muito cuidado com a alienação parental – em breve um texto sobre isso). Os danos psicológicos que podem ser causados na criança porque um dos pais está magoado é muito grande, muito cuidado com tudo o que fala.

O que importa mesmo na separação dos pais são os filhos. Como vão ficar, como será a nova situação e, principalmente, como não perder a família. Para a criança pouco importa se os pais dormem na mesma cama, o que importa é como eles são com os filhos. Tudo tem que ser explicado, não precisa contar o motivo da separação. Basta dizer que não deu certo, que os pais serão mais felizes se morarem separados, mas que o filho é a coisa mais importante na vida deles.

A criança precisa ver, saber e sentir que ela está segura e que ela ainda tem a família. A nova realidade precisa ser muito bem explicada. Como vai morar, onde morar, com quem morar, quando estará com um ou com outro, etc. Parece fácil, e é, falo por experiência própria. Se estiver sendo difícil procure ajuda de profissionais, psicólogos, terapeutas e amigos que já passaram por isso. Se atente ao bem estar do filho, e ao seu bem estar emocional que tudo se encaminha naturalmente.

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