Uma reflexão sobre quem adota animais como filhos

Eu e a Duda no passeio de sábado
Eu e a Duda no passeio de sábado

Esse final de semana fomos em uma caminhada para famílias com seus animais. Eu e a Isabela não criamos nenhum animal de estimação, mas como ela queria muito ir, convidamos minha sobrinha e sua cachorrinha (a Duda). Eu tive uma cachorra que morreu há quase cinco anos e eu ainda sinto falta praticamente todos os dias. Ás vezes me pego vendo fotos dela e sempre que falo sobre isso choro (como agora por exemplo).

Reparando ali, no quanto eu fiquei feliz de ver o rabinho da Duda balançando enquanto ela ficava parada olhando tudo em volta. A alegria dela durante todo o tempo. Ela no final do passeio cansada, ofegante no meu colo. Aquele rabinho ainda inquieto demonstrando como estava legal estar ali. Me fez lembrar o prazer que me dava quando via a Charlô assim. Então comecei a viajar no pensamento e ir além. Passei a pensar nos casais que conheço que têm como filhos algum tipo de animal. Casais que se separam e dividem a guarda dos animais.  E em famílias que dividem o amor dos filhos com os animais.

Não estou falando de um simples gostar de animais ou de respeito à natureza. Falo daquelas pessoas que amam os bichos como se fossem parte da família. Pessoas que realmente sente o animal como sentem as outras pessoas. Elas precisam educar seus bichos para que eles saibam se comportar dentro de casa. Precisam ensinar seus animais a respeitar as visitas. Educam para que eles saibam como se comportar quando passeiam. Quase como fazemos com os filhos. Só que mais fácil. Animais aprendem mais rápido, talvez para eles existam menos regras.

O sentimento que desenvolvemos por tudo aquilo que criamos, educamos, cuidamos e convivemos é muito semelhante. Pode ser um animal, um ser humano, ou qualquer coisa. Somos capazes de amar qualquer coisa. A diferença está na forma que amamos. Mas o amor entre um dono de cachorro/gato é muito semelhante ao amor por um filho.

Outro dia uma amiga foi muito criticada porque disse que prefere ser mãe de peludinhos e não sabe se quer ter filhos (humanos). Não entendo porque alguém se sente no direito de criticar uma pessoa que não quer ter filhos. Quem disse que esse é o destino de todas as mulheres? Eu me sinto ofendida quando alguém quer obrigar mulheres a se resumirem em mães e esposas. Seres humanos devem ser o que quiserem ser, e se ela quer adotar um cachorro como filho não muda nada na vida de ninguém. Só na dela e na do marido dela.

Ainda viajando no tema, me lembrei do amor que eu tinha pela Charlô e da retribuição desse sentimento. Me lembro de quando ela ficava deitada pertinho da Isabela bebê. De como ela foi parte de tudo que vivi durante os anos que ela esteve comigo. De como um cachorro integra uma família. Lógico que o que sinto pela Isabela é muito maior do que o amor que sentia pela cachorra. Mas o amor era grande, era recíproco e era gostoso. Então não tem problema nenhum, pelo contrário, só faz bem adotar animais. Essa viajada no assunto foi dividida aqui no Blog porque o tema tem muito a ver com criação de filhos.

Esses dias postei uma coisa na página do facebook (www.facebook.com/maecriada) sobre a Isabela querer irmãos e, um dos comentários foi: “hora do cachorro entrar em cena”. Reparando em uma amiga da Isa que é filha única e tem um cachorro, vi que esse comentário é um ótimo conselho, o cachorro faz o papel de irmão. Eles brigam, brincam, dividem e disputam a mãe. Ainda não estou pronta para adotar outro cachorro, não superei a perda. Mesmo assim, acredito que essa é uma boa dica para as mães de filhos únicos.  Além da companhia para a criança, o aprendizado diário no convívio, o amor pelo animal e as responsabilidades que se pode adquirir ao cuidar de um cão/gato são excelentes para o crescimento da criança.

2 comentários em “Uma reflexão sobre quem adota animais como filhos

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  1. Muito bom Malu!!!!A sua amiga que é mãe de menina e mãe de cachorro agradece…..A Luíza fala que a Lolla é a irmãzinha dela e chora quando a cã precisa ficar no veterinário…rs…cria-se de fato um laço afetivo muito próximo do que se cria com um irmão “humano”. Adorei. Seus textos estão cada vez melhores….

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