Instinto Materno

Mães que se juFeatured imagelgam boas sempre apontam o dedo para outras mães e dizem que elas nasceram sem o instinto materno. Algumas vezes ouvimos mulheres que nem são mães julgando o tal instinto das outras mães. Eu nunca entendi que instinto é esse que as pessoas tanto falam.

Instinto é um impulso natural então quando a mãe age sem pensar e ataca uma pessoa que está agredindo seu filho, ela está usando seu instinto materno. Mães que cuidam de seus filhos doentes ou fragilizados estão agindo por instinto materno. Tirando situações que o impulso natural salta de dentro pra fora da mãe. Qualquer ato voluntário e pensado é aprendizado.

Se queremos falar de natural vamos pensar que o bebê não usa fraldas e se suja todo. Isso é o que nasce com ele. E a mãe não tem nojo. Continua ali abraçando e amamentando. Isso nenhum apontador de dedo considera instinto. Para eles o instinto é a mulher saber trocar fralda de forma perfeita. Passar talco, creme para assadura, prender a fita e saber diferenciar o lado da frente do lado de trás, a fralda diurna da noturna. Desde quando usar algo industrializado faz parte do nosso instinto natural?

Existem situações que os dedos que adoram apontar julgam faltam de instinto e que na verdade são falta de aprendizado. Não se sinta uma péssima mãe como eu me sentia. Procure aprender e ensine as outras mães. Eu sentia que o meu útero foi um erro da natureza e que eu não devia ser mãe. Eu não aprendi a amamentar. Dedos apontados falavam que eu não tinha instinto materno.

O instinto de mamar e sugar é do bebê. A mãe amamenta porque aprendeu que tem que amamentar. Porque vê outras mães fazendo isso. Ignore as mães perfeitas e viva no mundo das mães reais. Se você está com dificuldade peça ajuda para as enfermeiras, para as mães que você conhece. Sempre alguém está disposto a ensinar.

Outra coisa que apontam os dedos é quando a mãe não sabe como pegar o bebê recém-nascido. Eu adoraria saber quem nasceu sabendo segurar um bebê. Na nossa cultura meninas treinam brincando de bonecas. Alguns meninos têm a sorte e o prazer de brincar de boneca também. Mas eu asseguro que não tem nada a ver a boneca com o bebê. Ou eu não sabia brincar ou meu “instinto” foi fraco porque eu aprendi a pegar a Isabela com a enfermeira da maternidade.

Mas acho que a verdade é que algumas pessoas precisam deixar as outras inseguras, assim elas se sentem normais. Por isso eu escrevo essas coisas, para mostrar que somos iguais. Não nascemos sabendo e muito menos temos uma fórmula secreta. Toda mãe pede ajuda, toda mãe copia alguém, nenhuma mãe inova. Somos tão normais e nos sentimos reais quando vemos a franqueza de outras mães.

Outro depoimento que pode aliviar a insegurança é da minha cunhada, que é mãe de 3 crianças. Ela conta que quando estava grávida do terceiro filho pensava: “vai ser fácil dar conta dos três, estou aqui com o barrigão dando conta de dois”. Acontece que, como sempre, a realidade é bem diferente das nossas expectativas. Quando nasceu o bebê ela achou que ia surtar. Mas no fundo faria tudo de novo. Não foi por instinto que ela cuidou dos três numa boa. Foi com muita disposição e com a ajuda de florais que acalmam que ela manteve o auto controle.

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